Acho que o que eu podia fazer era refazer esse layout. Dar uma outra cara. Pra ver se eu me empolgo mais com esse negócio aqui. Na verdade eu preciso de um blog temático sobre a crise dos 30. Que não necessáriamente veio com 30 anos, já expliquei isso pra vocês. Mas agora eu to com quase 29 então vocês vão me dar moral para reclamar de chegar aos 30 cheio de bobagens na cabeça. Quando eu tinha 27, as bobagens eram as mesmas, mas eu preciso da idade, vocês sabem. Bom, não vem ao caso, não faz muito tempo que eu falei de crise dos 30 aqui e vocês vão achar que estou sendo repetitivo: o ponto é que eu cansei desse POWER HOUR gigante aí em cima e eu queria mesmo me motivar a voltar a escrever. Vou parar de falar de falar de meninas de biquini também, porque isso a gente fala quando a gente tem 15 anos. Quando a gente ta chegando aos 30, conclui que ta fazendo papel de bobo ao falar tanto sobre sua paixão por meninas de biquini (mas ninguém pode me repreender por continuar pensando muito no assunto, eu tenho o direito de continuar tendo 15 anos de idade mental).
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Um Maluco no Pedaço
Vamos lá, a tese de hoje é a de que o maluco sou eu. Porque, não importa muito como isto aconteceu, mas alguém finalmente conseguiu me fazer enxergar a perspectiva do avesso. Olha que esse meu amigo já me contou isto umas 500 vezes. E eu já concordei com ele. Mas, vocês sabem, que a gente tem o hábito de enxergar os próprios defeitos mas não de se incomodar de verdade com eles. "Oh, você tem razão, sou um escroto, preciso melhorar, mas vamos fazer isto depois que eu tiver entendido coisas realmente importantes como as causas da obcessão de adultos pelos brinquedos que vêm no McLanche Feliz". A gente efetivamente percebe, mas não sofre as coisas. Um dia acontece alguma coisa ou a gente simplesmente acorda idiota e passa a pensar pra valer nestas coisas. Geralmente é a hora que a gente pensa que fazer terapia seria legal.
Vou dar um exemplo NÃO recente, mas que ilustra bem. Eu estava traçando saindo com a fulana. Era uma coisa bem casual a princípio. Ela era um tanto carente e eu percebia isto. E não gostava. O problema não era propriamente com a carência em si, mas em eu ser o cara que tinha que resolver isto. E toda aquela densidade psicologica que tinha que ser convertida em mensagens de SMS, MSN, Orkut, por terra, por ar, pelo mar. Uma amiga minha diz que o problema é que as mulheres assistem Sex & The City e acham que tem a capacidade de fazer sexo casual quando só conseguem pensar na perspectiva de ter alguém para xingar por esquecer a tampa da privada levantada. Então tem que ter algum clima de romance. Não pode ser uma amizade com foda: é um clima leve de romance. Não sou eu quem to dizendo isto, ok? Foi outra mulher que disse e eu nunca fui mulher para ter certeza de se é isso aí. Enfim: eu não precisava elaborar tudo isto, basta saber que ela era uma pessoa carente (e, oh, nenhum problema com isto: na verdade meio carente todos nós somos, não to chamando ela de aberração - a tese é de que o maluco sou eu) e que existia um mini clima de romance. E que eu não gostava disto porque eu me sentia cobrado... ou culpado... ah poha, to antecipando o final do texto...
Aí um dia ligo pra ela de tarde dizendo que queria ver ela. Entenda-se: trepar*. E ela responde que à noite tem uma festa, mas que eu poderia ir junto. E eu digo que não, que em festa de gente que eu nunca vi na vida eu não tava a fim de ir. Ela respondeu que então não iria à festa porque prefiria me ver. Fiquei puto da cara. Como assim ela muda a vida dela por minha causa se eu não tenho nada com ela. QUAL É O PRÓXIMO PASSO? LARGAR TUDO PRA VIVER COMIGO NUMA COMUNIDADE HIPPIE, NÃO TRABALHAR E SE ALIMENTAR DE AMOR? Eu não pensei isto não, mas devo ter me sentido como quem pensou.
No caso desta história aí foi esse meu amigo, precursor na tarefa de me dizer que o maluco sou eu, que disse algo como Clay, para de viadagem, se ela quer deixar de ir a uma festa pra ver você, o problema é dela, então sai logo com ela. E a gente saiu mesmo e ela não foi na festa. Que aposto que nem tinha gente pelada, então ela saiu no lucro. Mas a questão é que, antes disto, eu fiquei super indignado de ver alguém se desdobrar um mínimo que seja por minha causa. Me ofende imaginar que eu tenha que ter qualquer influência sobre a vida de alguém com quem eu esteja saindo. Mas, ei, não é isto o que se espera de quando duas pessoas saem? É o que eu diria para qualquer pessoa que estivesse me explicando isto aí. Em casa de ferreiro o espeto é de pau, bla bla bla.
Parece que eu sou desse jeito. Não compro a prestação: junto dinheiro e pago a vista. Porque não gosto de pensar no compromisso de pagar prestações. Quando passei do celular pré para o pós, odiei ser "fidelizado" por 1 ano, achei um abuso. Acho que ando tratando meus relacionamentos assim, como um plano de fidelização mal quisto. Com o adicional de que eu não me importo com a Claro, mas EFETIVAMENTE me importo com as meninas com quem eu saio. Até com as malucas: porque o fato de eu estar aceitando de que o maluco sou eu não faz de algumas-muitas delas menos malucas. Eu também tenho esta outra coisa, a de querer que as pessoas pensem que eu sou um cara legal, ainda que meio canalha de vez em quando.
Mas, ei, eu não namorei umas meninas aí uns anos atrás? Teve até quem dissesse que fui sim um bom namorado...
* - em minha defesa gostaria de dizer que também não é uma questão em que eu enxergo as mulheres com quem eu saio como máquinas que podem me satisfazer e que suas idéias, pensamentos e vontades são um defeito de software. Eu não saio com pessoas com quem não consigo sentir algum tipo de atração mínima e não me refiro apenas atração física. Eu tenho que me sentir minimamente à vontade, o que quer dizer que tenho que achar esta pessoa bacana e instigante em alguma coisa que seja. Resumindo: já passei da idade de sair com qualquer piranha e desejar que meu orgasmo a transforme em pizza, como diria aquela nossa conhecida piadinha entre hominhos.
Que saudade de certas coisas por estes dias. Vejam, eu até escrevi um texto enorme...
Vou dar um exemplo NÃO recente, mas que ilustra bem. Eu estava traçando saindo com a fulana. Era uma coisa bem casual a princípio. Ela era um tanto carente e eu percebia isto. E não gostava. O problema não era propriamente com a carência em si, mas em eu ser o cara que tinha que resolver isto. E toda aquela densidade psicologica que tinha que ser convertida em mensagens de SMS, MSN, Orkut, por terra, por ar, pelo mar. Uma amiga minha diz que o problema é que as mulheres assistem Sex & The City e acham que tem a capacidade de fazer sexo casual quando só conseguem pensar na perspectiva de ter alguém para xingar por esquecer a tampa da privada levantada. Então tem que ter algum clima de romance. Não pode ser uma amizade com foda: é um clima leve de romance. Não sou eu quem to dizendo isto, ok? Foi outra mulher que disse e eu nunca fui mulher para ter certeza de se é isso aí. Enfim: eu não precisava elaborar tudo isto, basta saber que ela era uma pessoa carente (e, oh, nenhum problema com isto: na verdade meio carente todos nós somos, não to chamando ela de aberração - a tese é de que o maluco sou eu) e que existia um mini clima de romance. E que eu não gostava disto porque eu me sentia cobrado... ou culpado... ah poha, to antecipando o final do texto...
Aí um dia ligo pra ela de tarde dizendo que queria ver ela. Entenda-se: trepar*. E ela responde que à noite tem uma festa, mas que eu poderia ir junto. E eu digo que não, que em festa de gente que eu nunca vi na vida eu não tava a fim de ir. Ela respondeu que então não iria à festa porque prefiria me ver. Fiquei puto da cara. Como assim ela muda a vida dela por minha causa se eu não tenho nada com ela. QUAL É O PRÓXIMO PASSO? LARGAR TUDO PRA VIVER COMIGO NUMA COMUNIDADE HIPPIE, NÃO TRABALHAR E SE ALIMENTAR DE AMOR? Eu não pensei isto não, mas devo ter me sentido como quem pensou.
No caso desta história aí foi esse meu amigo, precursor na tarefa de me dizer que o maluco sou eu, que disse algo como Clay, para de viadagem, se ela quer deixar de ir a uma festa pra ver você, o problema é dela, então sai logo com ela. E a gente saiu mesmo e ela não foi na festa. Que aposto que nem tinha gente pelada, então ela saiu no lucro. Mas a questão é que, antes disto, eu fiquei super indignado de ver alguém se desdobrar um mínimo que seja por minha causa. Me ofende imaginar que eu tenha que ter qualquer influência sobre a vida de alguém com quem eu esteja saindo. Mas, ei, não é isto o que se espera de quando duas pessoas saem? É o que eu diria para qualquer pessoa que estivesse me explicando isto aí. Em casa de ferreiro o espeto é de pau, bla bla bla.
Parece que eu sou desse jeito. Não compro a prestação: junto dinheiro e pago a vista. Porque não gosto de pensar no compromisso de pagar prestações. Quando passei do celular pré para o pós, odiei ser "fidelizado" por 1 ano, achei um abuso. Acho que ando tratando meus relacionamentos assim, como um plano de fidelização mal quisto. Com o adicional de que eu não me importo com a Claro, mas EFETIVAMENTE me importo com as meninas com quem eu saio. Até com as malucas: porque o fato de eu estar aceitando de que o maluco sou eu não faz de algumas-muitas delas menos malucas. Eu também tenho esta outra coisa, a de querer que as pessoas pensem que eu sou um cara legal, ainda que meio canalha de vez em quando.
Mas, ei, eu não namorei umas meninas aí uns anos atrás? Teve até quem dissesse que fui sim um bom namorado...
* - em minha defesa gostaria de dizer que também não é uma questão em que eu enxergo as mulheres com quem eu saio como máquinas que podem me satisfazer e que suas idéias, pensamentos e vontades são um defeito de software. Eu não saio com pessoas com quem não consigo sentir algum tipo de atração mínima e não me refiro apenas atração física. Eu tenho que me sentir minimamente à vontade, o que quer dizer que tenho que achar esta pessoa bacana e instigante em alguma coisa que seja. Resumindo: já passei da idade de sair com qualquer piranha e desejar que meu orgasmo a transforme em pizza, como diria aquela nossa conhecida piadinha entre hominhos.
Que saudade de certas coisas por estes dias. Vejam, eu até escrevi um texto enorme...
domingo, 26 de julho de 2009
Também te amo
Em essência, a tecnologia existe para tornar mais fácil a vida dos homens. Não só dos homens, como das mulheres e até de alguns cachorros, em alguns casos.
O meu primo (na verdade, filho do primeiro casamento da esposa do meu primo - mas vamos chamá-lo de "meu primo" que é muito mais fácil) disse que meu celular permite bloquear alguns conteúdos para que só algumas pessoas possam ver. Fotos, mensagens, essas coisas. Não sou exatamente um perito nas capacidades extracurriculares do meu celular. Sei que ele faz e recebe ligações, recebe e envia mensagens de texto, tira fotos, toca música etc. e já tá de bom tamanho. Estava voltando hoje de uma sessão bastante inusitada de fotos quando resolvi fuçá-lo, meu celular. E, muito por acaso, entrei na parte de modelos de mensagens SMS. Aquelas que a gente usa quando não tem tempo ou é muito preguiçoso para pensar e escrever uma mensagem completa.
"Desculpe meu atraso, estarei aí às...."
"Estou em reunião, ligue às.."
"Também te amo."
Peraí. "Também te amo"? Isso é o cúmulo da ociosidade e do anti-romantismo! Ou antirromantismo, ainda não me acostumei às novas regras de ortografia. Qualquer pessoa que tem a coragem de mandar uma mensagem dessas não só abusa dos benefícios da tecnologia, mas deve ter um caroço de abacate no lugar do coração. Puta sacanagem! É, também te amo. Fique com o troco. Dois, um sem gelo e o outro pra viagem. A gente se fala.
E nem vou falar sobre a pessoa que resolveu colocar essa mensagem lá. Essa, se teve um bicho de estimação, era um tamagochi. Que morreu de desgosto.
Tremenda frase feita, mecânica. Outra coisa em que não sou perito é em romantismo. Mas até eu sei que isso não se caracteriza como.
O meu primo (na verdade, filho do primeiro casamento da esposa do meu primo - mas vamos chamá-lo de "meu primo" que é muito mais fácil) disse que meu celular permite bloquear alguns conteúdos para que só algumas pessoas possam ver. Fotos, mensagens, essas coisas. Não sou exatamente um perito nas capacidades extracurriculares do meu celular. Sei que ele faz e recebe ligações, recebe e envia mensagens de texto, tira fotos, toca música etc. e já tá de bom tamanho. Estava voltando hoje de uma sessão bastante inusitada de fotos quando resolvi fuçá-lo, meu celular. E, muito por acaso, entrei na parte de modelos de mensagens SMS. Aquelas que a gente usa quando não tem tempo ou é muito preguiçoso para pensar e escrever uma mensagem completa.
"Desculpe meu atraso, estarei aí às...."
"Estou em reunião, ligue às.."
"Também te amo."
Peraí. "Também te amo"? Isso é o cúmulo da ociosidade e do anti-romantismo! Ou antirromantismo, ainda não me acostumei às novas regras de ortografia. Qualquer pessoa que tem a coragem de mandar uma mensagem dessas não só abusa dos benefícios da tecnologia, mas deve ter um caroço de abacate no lugar do coração. Puta sacanagem! É, também te amo. Fique com o troco. Dois, um sem gelo e o outro pra viagem. A gente se fala.
E nem vou falar sobre a pessoa que resolveu colocar essa mensagem lá. Essa, se teve um bicho de estimação, era um tamagochi. Que morreu de desgosto.
Tremenda frase feita, mecânica. Outra coisa em que não sou perito é em romantismo. Mas até eu sei que isso não se caracteriza como.
terça-feira, 21 de julho de 2009
A crise dos 29
A crise dos 29Eu não penso nisto como a crise dos 30. É um pouco ridículo dizer que você está reavaliando toda a sua vida porque você atingiu uma marca de idade. E ainda adotar um decimal exato, o 30, como se o 29 fosse pior ou como se o 31 fosse resolver os problemas do mundo. Se alguém me pergunta eu não falo "é que estou com 28 anos e tendo uma sensação de que estou estagnado em certos pontos sem saber o que fazer para progredir neles". Não penso no 30, só penso que já vivi uma quantidade de anos suficientes pra largar mão de certas babaquices. Mas não da para negar que logo completarei 30 anos de idade e estou repensando na vida. Sabe como somos nós, pessoas que andam na contramão das micaretas: a gente não gosta de se render aos clichês. Eu não gosto e não me rendi, como todos aqui podem perceber. Ou mesmo como o dia dos namorados, que foi justamente numa época em que eu pensava que gostaria de estar namorando. Vejam, não tem qualquer relação com o dia dos namorados. Porque querer namorar no dia dos namorados é coisa de gente babaca. E estou afirmando que não foi isto que aconteceu, notem. Não sou este tipo de gente, eu acho
Tanto faz se é a dificuldade dos projetos de vida, dos pequenos cansaços do dia a dia, da dificuldade extrema que se instalou no quesito sustentar amizades e no crescimento exponencial da minha preguiça de conhecer pessoas e fazer concessões que ferem os meus princípios egoístas, aqueles, que eu sempre cultivei com tanto carinho. Enfim, acho que é uma agonia de proporções moderadas antes do aniversário. Pelo menos disto eu escapei: as pessoas gostam de falar de um tal de inferno astral que viria antes do aniversário, não depois.
domingo, 12 de julho de 2009
Burguer King
Quando como no Burguer King, costumo pensar que ele foi inventado pelo Larry Flint. Quer dizer, você tinha um mundo com a revista Playboy e o McDonald's. Aí veio o Larry Flint e eu penso que as coisas aconteceram exatamente como foi retratado no O Povo Contra Larry Flint: ele olhou a Playboy e disse "mas não é isto que as pessoas querem comer: elas querem carne de verdade". Depois disto alguém levou a frase dele mais ao pé da letra e criou o Burguer King, onde se come carne de mentira, mas com sabor artificial de carne de verdade.
Particularmente eu gosto do Burguer King. Não ligo para a Hustler. Nem para a Playboy, exceto por aquela curiosidade que leva a gente a querer ver do que se trata a celebridade X. Aí a gente ve que se trata de Photoshop e silicone. Carne de verdade, mas com sabor artificial de carne de mentira. Acho que era mais interessante na era pré silicone e photoshop: eles colocavam a Betty Faria, a Hortência e a Lucélia Santos. Daí você podia pensar que não era carne, era só tofu mesmo. Nunca vi peitos de silicone pessoalmente, mas vocês sabem que eu até queria.
Esqueci onde queria chegar com este texto. Não era sobre silicone e photoshop, era sobre Burguer King mesmo porque foi lá que eu comi hoje. Não no puteiro.
Particularmente eu gosto do Burguer King. Não ligo para a Hustler. Nem para a Playboy, exceto por aquela curiosidade que leva a gente a querer ver do que se trata a celebridade X. Aí a gente ve que se trata de Photoshop e silicone. Carne de verdade, mas com sabor artificial de carne de mentira. Acho que era mais interessante na era pré silicone e photoshop: eles colocavam a Betty Faria, a Hortência e a Lucélia Santos. Daí você podia pensar que não era carne, era só tofu mesmo. Nunca vi peitos de silicone pessoalmente, mas vocês sabem que eu até queria.
Esqueci onde queria chegar com este texto. Não era sobre silicone e photoshop, era sobre Burguer King mesmo porque foi lá que eu comi hoje. Não no puteiro.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Qualquer Coisa
Quando comecei a brincar de blog, achava que ninguém jamais leria aquelas coisas. Então eu realmente falava qualquer coisa. Contava os foras que levava das meninas, contava sobre o quanto odiava seres humanos, contava sobre as angústias de ganhar pouco em um empreguinho fedido e uma vez por semana postava quanto o meu pau media, só para ter certeza de que ele não era mesmo como o nariz ou as orelhas que crescem com a idade. Eu tinha 22 anos, pouca estima pela minha vida e orelhas e narizes menores do que tenho hoje com quase 29 anos.
Tinha um grupo de amigos que lia estas minhas tralhas de gente que tem nariz e orelha pequenos e admiravam a minha coragem de me expor. Consideravam que eu era uma pessoa desbocada e verdadeira. Era a galera desta menina que eu conheci por causa de blog, todo mundo ali achava isso, exceto a menina propriamente. Ela dizia que eu fazia papel de ridículo e que induzia as pessoas a torcer pela minha desgraça. Ficava me desincentivando, de certa forma, a brincar de blog. Eu costumava pensar que ela só tinha inveja porque o blog dela era bom, mas os amigos dela comentavam para ela a respeito do meu, e não do dela.
Não acho que eu tinha uma qualidade superior de texto, temas ou qualquer coisa assim: mesmo mesmo acho que eles estavam mais curiosos para saber quem era essa pessoa nova escrevendo, enquanto ela era a mesma que eles já conheciam há uns anos. Ou seja, eu não acreditava que estava me fazendo de coitado, pescando vibrações pessimistas para alimentar ainda mais o meu então pessimismo ou coisa assim: só achava que ela tinha mesmo algo entre o ciúme dos amigos e a inveja. (Inveja de mim, ciúme dos amigos, neste caso era exatamente a mesma coisa). Nunca achei isto. Mas uma coisa é: naquele tempo eu não conhecia a maioria das caras e não convivia com muitas pessoas que liam isto daqui, então não tinha vergonha.
Acho que ando com isso aí, um misto de vergonha e preguiça de escrever. Mais o segundo do que o primeiro. Então nada parece mesmo um assunto, mas eu gosto desse espaço, então to escrevendo isso aqui, que eu carinhosamente estou apelidando de "qualquer coisa" a fim de tentar quebrar um pouco do gelo. Não sei se vai funcionar. Eu poderia falar sobre meus planos profissionais, poderia falar sobre a crise econômica mundial e poderia falar sobre como a minha vida adulta anda fazendo tudo parecer tão inviável. Tudo isto é um assunto. No entanto parece que eu não consigo mais elaborar as coisas.
Não sei o que acontece. Bloqueio de artista, alguma putaria do gênero, sei lá.
Tinha um grupo de amigos que lia estas minhas tralhas de gente que tem nariz e orelha pequenos e admiravam a minha coragem de me expor. Consideravam que eu era uma pessoa desbocada e verdadeira. Era a galera desta menina que eu conheci por causa de blog, todo mundo ali achava isso, exceto a menina propriamente. Ela dizia que eu fazia papel de ridículo e que induzia as pessoas a torcer pela minha desgraça. Ficava me desincentivando, de certa forma, a brincar de blog. Eu costumava pensar que ela só tinha inveja porque o blog dela era bom, mas os amigos dela comentavam para ela a respeito do meu, e não do dela.
Não acho que eu tinha uma qualidade superior de texto, temas ou qualquer coisa assim: mesmo mesmo acho que eles estavam mais curiosos para saber quem era essa pessoa nova escrevendo, enquanto ela era a mesma que eles já conheciam há uns anos. Ou seja, eu não acreditava que estava me fazendo de coitado, pescando vibrações pessimistas para alimentar ainda mais o meu então pessimismo ou coisa assim: só achava que ela tinha mesmo algo entre o ciúme dos amigos e a inveja. (Inveja de mim, ciúme dos amigos, neste caso era exatamente a mesma coisa). Nunca achei isto. Mas uma coisa é: naquele tempo eu não conhecia a maioria das caras e não convivia com muitas pessoas que liam isto daqui, então não tinha vergonha.
Acho que ando com isso aí, um misto de vergonha e preguiça de escrever. Mais o segundo do que o primeiro. Então nada parece mesmo um assunto, mas eu gosto desse espaço, então to escrevendo isso aqui, que eu carinhosamente estou apelidando de "qualquer coisa" a fim de tentar quebrar um pouco do gelo. Não sei se vai funcionar. Eu poderia falar sobre meus planos profissionais, poderia falar sobre a crise econômica mundial e poderia falar sobre como a minha vida adulta anda fazendo tudo parecer tão inviável. Tudo isto é um assunto. No entanto parece que eu não consigo mais elaborar as coisas.
Não sei o que acontece. Bloqueio de artista, alguma putaria do gênero, sei lá.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A espinha era a lei
Ontem eu devia estar com muita fome mesmo, ou então tenho algum tipo de ódio reprimido por peixes. Do fundo da minha alma, devo dizer que não guardo por eles nenhum rancor por relacioná-los com o cristianismo, nem acho que eles carreguem nenhum significado obscuro.
O caso é que dei uma mordida com tanta vontade no peixe que comi ontem no almoço que ainda agora consigo sentir uma espinha presa na minha garganta.
Acho que vou dar algum nome a ela e adotá-la de vez. Esse pode ser o início de um longo relacionamento.
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